Mulheres da Lei
SEM BANHEIRO FEMININO
A procuradora paulista Luiza Nagib Eluf, sabe bem o que é uma rotina pesada. Ingressou no Ministério Público em 1983, tendo estudado ‘para não errar uma vírgula’ durante três anos. ‘No dia do exame, me fizeram perguntas como: ‘O seu marido vai deixar a senhora ir para o interior se ingressar na carreira?’. Depois, ao assumir o cargo, vi que não existia nem banheiro feminino nos fóruns’, lembra. ‘Para uma mulher que vive uma relação de igualdade no casamento não é difícil conciliar o papel de mãe e profissional. Meu marido, assim como eu, sabe cozinhar, lavar, passar e também trabalha numa carreira absorvente.’
Luiza chegou ao ponto mais alto da carreira no Ministério Público, cuja função é defender os interesses de pessoas ou instituições às quais se concede assistência especial (caso de menores) e também fiscalizar a execução da lei. Ali, Luiza coordena uma equipe de 80 promotores que investigam crime organizado, desvios de verbas públicas e corrupção. ‘Quando entrei no MP, me diziam para ir para a vara de família e não me meter na criminal’, lembra. ‘Não só fui para a criminal como fiz questão de logo dar atenção aos casos de mulheres e crianças vítimas de violência, bem barra-pesada’, lembra.
Fonte:
Revista: Claudia
Data: 08/1990
Entrevista. Luiza Nagib Eluf
Por: Flávia Martinelli






