Advogados do Pinheiro Neto recebem Luiza Eluf para café da manhã
Fundado em 1942, o Pinheiro Neto Advogados é reconhecido como um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina e um dos mais tradicionais do País. Na manhã desta segunda-feira (02.08), Luiza Eluf, Procuradora de Justiça do Ministério Público de São Paulo e candidata a deputada federal pelo Partido Verde (PV) foi convidada a participar de um café da manhã com sócios e advogados da empresa na sede em São Paulo.
Através de uma videoconferência o escritório localizado no Rio de Janeiro pode participar da reunião, que acontece mensalmente e visa debater alguns assuntos importantes do âmbito jurídico. O tema de hoje foi crimes passionais e teve Luiza Eluf como palestrante.
“Gostaria de agradecer o convite. Estamos em um lugar privilegiado de São Paulo, num prédio de vista espetacular”, disse. Logo após a sua apresentação, Luiza Eluf comunicou ser candidata a deputada federal. “Infelizmente o político no Brasil tem uma imagem ruim e isso decepciona algumas pessoas, mas posso dizer que farei o meu melhor”. E completa: “Não sou marinheira de primeira viagem e já tive uma carreira política, que começou no governo Franco Montoro e teve sua última passagem na subprefeitura da Lapa, nos anos de 2007 e 2008. Fui, também, Secretária Nacional dos Direitos da Cidadania no Ministério da Justiça, no Governo FHC (primeiro mandato)”.
A reunião contou com a participação de homens e mulheres, que bastante interessados fizeram observações sobre crime passional. “A repercussão na imprensa do goleiro Bruno e da advogada Mércia é uma parte ínfima diante de tantos outros que acontecem e a população nem fica sabendo”, disse Luiza. Segundo ela, a violência é inacreditável e as pessoas não se contentam em matar. “O tráfico de drogas impôs métodos mais cruéis e os casos estão se avolumando”.
Escritora de seis livros, dentre os quais “A paixão no banco dos réus” e “Matar ou Morrer”, que conta o caso de Euclides da Cunha, Luiza afirmou que começou a escrever por causa do caso Pimenta Neves, “que foi a gota d’água”, afirmou ela. “A quantidade de gente que mata mulher é assustadora e precisamos tomar providências. Por isso eu me candidatei e estou bastante consciente do que estou fazendo”. E acrescentou: “A impunidade ainda existe e a lei precisa valer para todo mundo”.
Luiza contou que, para escrever o livro “A Paixão no banco dos réus” estudou 100 casos de crime passional e publicou 15, por terem sido os mais famosos. Sobre o prefácio do professor Damásio de Jesus, observou: “ele traduziu em uma só frase o que eu quis transmitir com meu trabalho: este livro é um grito contra a impunidade”. Ao final da obra, os leitores poderão desfrutar de interssante entrevista com o renomado advogado criminalista Valdir Trancoso Peres, já falecido.
Questionada sobre o perfil do passional, Luiza foi enfática: “São homens egocêntricos e inseguros, preocupados demais com a sua imagem. Matar por ciúme ou para lavar a honra é uma patologia social de origem patriarcal”.
Ao final da reunião no Pinheiro Neto Advogados, Luiza sorteou o livro sobre crimes passionais com a seguinte pergunta: “Em que ano o Procurador de Justiça Eduardo Gallo matou a sua esposa Margot Proença ?” A única que acertou a data foi a advogada carioca Julia, que falou pelo telão: “1970”. Depois de uma dedicatória à vencedora, o evento foi encerrado com manifestações de apoio dos participantes à candidatura de Luiza.







