Em defesa dos direitos da mulher

Luiza Eluf debateu novamente um dos principais temas na política em defesa das mulheres em Seminário realizado na OAB São Paulo com o assunto “Visão histórica, sociológica e jurídica de violência de gênero”. A defesa dos direitos da mulher foi o foco principal da palestra realizada para cerca de 70 pessoas, que contou com participação da socióloga Wânia Pasinato e da advogada Tamara Amoroso Gonçalves.

Um breve histórico da luta do movimento feminista no Brasil deu início aos debates e seguiu com a apresentação de dados pela Dra. Tamara. Luiza completou com o aspecto jurídico e contou sua experiência como representante do Brasil na Conferência Mundial da Mulher, realizada pela ONU no ano de 1995 em Pequim, quando a atual candidata foi Secretária Nacional dos Direitos da Cidadania do governo Fernando Henrique Cardoso. “Naquela época nós mulheres estávamos lutando para sermos reconhecidas como seres humanos”, conta.

A Procuradora situou a condição feminina no país relembrando o Estatuto da Mulher Casada, de 1962. “Em 1988, ano da Constituição, nós mulheres éramos 7% no Congresso e hoje subimos somente para 8%. Essa é a nossa luta hoje, não deixar retroceder”, ressalta.

Para Wânia Pasinato, as mulheres tiveram um grande avanço na luta por seus direito com a criação dos Conselhos de Direitos das Mulheres e das Delegacias de Defesa das Mulheres. São Paulo contou com a primeira delegacia criada há 25 anos. Outro aspecto positivo foi a Lei  Maria da Penha. “Ela coloca várias possibilidades de enfrentamento que vão além da simples punição ao agressor”, ressaltou a socióloga.

Para Luiza, a lei realmente é um instrumento favorável, mas ainda precisa de avanços. “Devemos fazer a lei virar realidade, porque as próprias mulheres não entenderam como funciona”, explica. Assim como a socióloga, Luiza acha que as mulheres levam a culpa quando são agredidas e sofrem caladas. “Tudo depende da nossa coragem de mudar. A nossa causa tem que ser maior que nosso medo”, alertou.