Luiza Eluf recebe apoio no Jardim das Bandeiras
Lucila Lacreta, arquiteta e urbanista, diretora do Movimento Defenda São Paulo, abriu as portas da sua casa ontem (06.07), localizada no Jardim das Bandeiras, zona oeste, para um encontro entre a candidata à deputada federal pelo Partido Verde, Luiza Eluf, e amigos do bairro, entidades da região e profissionais arquitetos de São Paulo.
O objetivo do encontro foi apresentar a Procuradora aos cerca de 35 convidados, destacando suas propostas como candidata, além de seu histórico profissional e sua trajetória política. “Primeiramente, eu gostaria de agradecer a nossa anfitriã Lucila e dizer que somos companheiras de luta”, afirmou. “O nosso Congresso precisa passar por uma reforma geral no âmbito político. Nossa causa é melhorar a vida na cidade de São Paulo, que está um verdadeiro caos”.
Para a Procuradora e candidata, que sempre defendeu as mulheres contra a violência de gênero, casos criminais de repercussão na imprensa precisam ser discutidos e analisados. “Vemos atrocidades frequentes e não há reação suficiente por parte da sociedade contra esse tipo de crime. Como pode um sujeito espancar a namorada até a morte? E por quê? Porque não queria pagar pensão e estava se sentindo contrariado?”, observa.
Ex- Subprefeita da Lapa, Luiza Eluf também relembrou sua trajetória política. “Como Subprefeita, o pouco que consegui representou um grande avanço. Criamos 27 praças, incluindo-se nesse número as rotatórias verdes e a revitalização de áreas degradadas; reformamos o Mercado da Lapa, com a substituição dos telhados, construção de lixeira refrigerada e criação do estacionamento”. Fizemos muitas calçadas verdes e refizemos as calçadas da Rua 12 de outubro.
A Procuradora destacou algumas passagens políticas, como no Governo Montoro, Quércia e Fleury, durante os quais foi assessora nas secretarias estaduais de Segurança Pública e da Justiça. Em seguida, foi Secretária Nacional dos Direitos da Cidadania em Brasília, no Governo FHC (primeiro mandato).
Lucila Lacreta conta que ela e Luiza foram contemporâneas no Colégio Rio Branco. “Nos perdemos de vista durantes vários anos, mas nos reencontramos nessa nossa militância em prol da cidade de São Paulo”. Segundo Lucila, como administradora da Lapa, Luiza se portou de forma exemplar e diferenciada. “Ela foi à única que ouvia de fato os moradores e foi a responsável peloa divulgação da Operação Urbana Vila Leopoldina”, afirma. E acrescenta: “Luiza terá todo o meu apoio, pois é uma pessoa qualificada com diferencial de qualidade”.
Para o engenheiro e presidente da Associação de bairro do Alto da Lapa, Toshiwuki Tatani, Luiza Eluf, assim como todo o Ministério Público do Estado, representam uma nova forma de atuação que prioriza o interesse público. “São pessoas que estão lutando e tentando melhorar a nossa qualidade de vida. É um pessoal relativamente jovem, com ideias novas, que tem ouvido muito as reinvindicações das associações de bairro e que tem agido em prol da coletividade”, afirma. “Eles realmente botam a mão na massa”.
Luiza Eluf, durante o sua fala, afirmou que passou a vida aplicando as leis e, por isso, entende que chegou a hora de escrevê-las também. “Acho importante nunca perder o foco do meu Estado, da minha cidade, do meu eleitorado. Temos muita coisa para fazer lá em Brasília”, disse. Segundo o arquiteto Roberto Paternostro, o encontro foi bastante válido. “Não conhecia a Luiza e achei muito interessante a sua apresentação. É uma pessoa preparada, séria e merece nosso apoio. Para ele, o lado escritora de Luiza Eluf deve ser valorizado. “Acho muito interessante os seus livros, principalmente a obra Matar ou Morrer, que conta a história de Ana de Assis, mulher de Euclides da Cunha. Ninguém conhece a sua verdadeira história e a Luiza conseguiu retratá-la”, afirma.
Ros Mari Zenha, coordenadora do Mover (Movimento contra a Verticalização), fez questão de dar uma sugestão. “Seria muito bacana se conseguíssemos apoiar e incentivar o papel da ciência e da tecnologia como instrumento para auxiliar na solução de grandes desafios das cidades e das áreas metropolitanas de São Paulo”. De acordo com ela, o Estado possui a mais importante rede de institutos públicos de pesquisa e universidades federais e estaduais, sistema que deve ser colocado a serviço dos problemas e desafios urbanos, já que cerca de 80% da população do país vive nas cidades”. A sugestão de Ros Mari foi imediatamente acatada por Luiza.
O evento se encerrou em clima de alegria e cooperação.







