Procuradora Luiza Eluf toma posse na Academia Paulista de Direito

Nesta segunda-feira (29/08/11), a procuradora de Justiça de São Paulo Luiza Eluf tomou posse da cadeira de número 69 na Academia Paulista de Direito, cuja patrona é a jurista Esther de Figueiredo Ferraz. A solenidade aconteceu no auditório Ernesto Igel do Centro de Integração Empresa Escola (CIEE).
Luiza Eluf, que tem uma trajetória de 30 anos atuando em defesa dos direitos das mulheres, é a primeira pessoa a ocupar esta cadeira, criada recentemente. “Algumas conquistas vêm acontecendo pouco a pouco no País, mas já há o que comemorar, como os cinco anos da lei Maria da Penha completados neste mês, e a lei que criminalizou o assédio sexual, de cuja redação participei”, afirma a procuradora.

Estiveram presentes no evento de posse amigos, familiares e autoridades, como a Secretária de Justiça do Estado de São Paulo Dr. Eloisa Arruda, o Secretário Municipal de Serviços Dr. Dráusio Barreto, o Desembargador Dr. Renato Nalini, o presidente do CIEE Ruy Altenfelder, a Desembargadora Rosa Nery, ex Presidente da Academia Paulista de Direito, e o atual Presidente da Academia Rogério Donnini.

O amigo, Prof. e Deputado Federal Gabriel Chalita, mandou um texto em homenagem a Luiza.

Luiza encerrou seu discurso lendo um poema de sua Patrona Esther de Figueiredo Ferraz que emocionou a todos.

 

QUANDO EU MORRER

ESTHER DE FIGUEIREDO FERRAZ

 

QUANDO EU MORRER, AQUILO QUE ERA MEU

A QUE MÃOS IRÁ TER? A QUE DEDOS

DAR-SE-ÃO AS CHAVES DOS SEGREDOS

QUE SÃO A PRÓPRIA ESSÊNCIA DO MEU EU?

 

RETRATOS, LIVROS,FLORES JÁ SEM COR,

CARTAS DE AMOR TROCADAS QUE GUARDEI,

VERSOS QUE FIZ E NUNCA REVELEI.

QUEM OS VERÁ, DEUS MEU, QUANDO EU ME FOR?

 

AS COISAS QUE EU AMEI, ESSE CENÁRIO

COMPOSTO DE RELÍQUIAS E LEMBRANÇAS

QUEM O DESTRUIRÁ? QUE RUDES LANÇAS

IRÃO DEITAR POR TERRA O MEU SACRÁRIO?

 

ALGUNS VIRÃO, POR CERTO, ABRINDO PORTAS,

ARMÁRIOS E GAVETAS DEVASSANDO…

ESPERA, MEU AMOR, SÓ ENTRES QUANDO

CESSADO O VOZERIO, A HORAS MORTAS,

A CASA JÁ VAZIA, ESCURA, NUA,

ENVOLTA ENFIM, EM TERNA E DOCE CALMA,

AÍ  SE ACHAR APENAS MINH’ALMA,

PODES LEVÁ-LA, ENTÃO, FOI SEMPRE TUA.

Luiza Eluf e sua mãe Munira Nasser Nagib

Assinatura do livro

Luiza Eluf e Rosa Nery (Desembargadora e Ex Presidente da Academia Paulista de Direito)